quarta-feira, 12 de março de 2014

Aline é nomeada coordenadora da Pascom do Setor Noroeste



(Da Pascom)  

A integrante da Pastoral da Comunicação (Pascom) da paróquia Santa Rita dos Impossíveis, Aline dos Anjos, foi escolhida para coordenar os trabalhos da área no Setor Noroeste da Diocese, que inclui também os municípios de Portelândia e Mineiros. A nomeação ocorreu no 1º Encontro Diocesano da Pascom, realizado em Jataí, nos dias 7, 8 e 9.

Aline cursa o segundo semestre de Comunicação Social (habilitação Jornalismo) na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat)\campus de Alto Araguaia. “Fiquei feliz com a escolha e ainda mais porque a Pascom de Santa Rita foi bastante elogiada no evento”, disse.

                                                 Aline: "Tem muito trabalho pela frente".


A pastoral tem como meios de comunicação o blog (http://pascomicomunica.blogspot.com.br/), o perfil no facebook (Pascom Santa Rita) e a produção de matérias para o “Jornal da Diocese” (mensal) e o site da Diocese (http://www.diocesedejatai.org/). 

Os objetivos gerais da Pascom são: promover o diálogo entre pastorais, movimentos, organismos e serviços da igreja; divulgar para a sociedade as ações de evangelização que as paróquias desenvolvem; e estimular  a inserção da igreja nos debates sociais, políticos, econômicos e culturais da atualidade.
 
Aline informou que seu trabalho como coordenadora será o de articular a pastoral no distrito e garantir uma boa cobertura em relação às notícias das paróquias. “Será um grande desafio, mas estou animada, ainda mais porque tem tudo a ver com a área em que eu quero me profissionalizar”, comentou.


 


O ENCONTRO
A programação do evento em Jataí teve as palestras:
"O que é Pascom?" (com Adelson Gomes, correspondente dos jornais “O Popular”, “Valor” e “Folha de São Paulo” em Rio Verde);

"Como se faz notícia na Igreja" (Oníria Guimarães, bacharel em Teologia, escritora, redatora e fundadora do “Jornal da Diocese”   e da “Folha da Cidade”);

"Escrever para as novas mídias" (Diego Joaquim, missionário redentorista, radialista, jornalista, colaborador da “Rede Pai Eterno de Rádio”, ex-colaborador na assessoria de imprensa da CNBB);  

"Rede Diocesana Divino Espírito Santo" (Cristiano Faria, padre, chanceler da Cúria Diocesana, pároco da Catedral, coordenador das rádios “Sul Goiana”, em Quirinópolis”, e “Santelenense”, em Santa Helena de Goiás” e “Difusora”, em Jataí.

O bispo diocesano, José Luiz Majella Delgado, fez a abertura do evento e destacou que não basta ficar dentro da igreja, porque é preciso "evangelizar em cima dos telhados". Ou seja, utilizar todos as mídias e saber quais são os públicos para os quais nos dirigimos.


                              

segunda-feira, 10 de março de 2014

ESPECIAL: Visita Pastoral do Bispo Diocesano Dom Majella

A visita pastoral do bispo diocesano José Luiz Majella Delgado à paróquia Santa Rita dos Impossíveis, foi marcada por uma extensa programação, e “muito bem preparada”, de acordo com suas próprias palavras.

As atividades ocorreram entre 19 e 23 de fevereiro. Esse tipo de visita tem o objetivo de fornecer à direção da diocese informações concretas de como andam as paróquias em termos de organização institucional e participação comunitária.

Acompanhe a seguir passo a passo como foi o encontro do bispo com a população de Santa Rita do Araguaia.


Por Aline dos Anjos e Gibran Lachowski (Pascom\Santa Rita)
Fotos: Rodrigo Oliveira
Pessoas que ajudaram nos relatos: Rui Barbosa, Enediney Acácio e padre Humberto


Quarta (19)

A acolhida a dom Majella ocorreu a partir do meio-dia na praça da igreja matriz e foi seguida de almoço.


Das 14h às 15h o bispo visitou as escolas municipais João Paula da Cruz e Romão Martins de Souza. Foi recebido pelas crianças, que o esperavam animadas. Elas rezaram e conversaram com ele. E também lhe fizeram uma homenagem, cantando algumas músicas. "O coração de criança tem que ser um coração de Deus, de amor, sem mentiras e semelhança de Deus", ressaltou o bispo.

 
Quinta (20)

Pela manhã dom Majella reuniu-se com algumas pastorais para rezar as laudes (liturgia das horas). "Estava desanimada, mas agora me sinto renovada", disse a coordenadora da Pastoral da Ação Social, Cinara Cristina Carvalho Correa, destacando a importância da presença do bispo na caminhada dos leigos engajados.

"Me sinto feliz com esse compromisso de ser da Pastoral da Acolhida". Palavras de Cleunice Rodrigues Andrade, que mora a 100 km de Santa Rita e vem pelo menos duas vezes por mês à paróquia.

Durante o diálogo com as pastorais, o bispo disse que para constituir um grupo é preciso ter: "Reunião, formação, oração e metas. A pastoral nasce da necessidade da comunidade". Falou ainda que as pastorais, movimentos e serviços é que precisam dinamizar os encontros, sempre anunciar Jesus, cada qual com sua especificidade. "Pastoral não é individual, é uma rede", concluiu.

Após essa reunião dom Majella saiu para uma visita emocionante aos enfermos. Foram vários os momentos de comoção no contato com pessoas acamadas, sedentas de força e conforto espiritual.

Depois o bispo esteve no Colégio Estadual Ivo de Moraes Cajango e na Creche Sossego da Mamãe, levando alegria para as crianças e professores ali reunidos.

No mesmo dia visitou a Câmara de Vereadores e a prefeitura da cidade, sendo ciceroneado pelo presidente do legislativo, Demerval Carvalho de Freitas, e pelo prefeito João Batista Gomes.

E também se reuniu com alguns membros da Pastoral da Comunicação (Pascom), que apresentaram os trabalhos desenvolvidos para informar a comunidade e dar voz a ela nas questões pertinentes à igreja. Entre as ações estão a manutenção do blog (pascomicomunica.blogspot.com.br) e do perfil da paróquia no facebook (Pascom Santa Rita). O bispo elogiou o trabalho e sugeriu que os textos e as imagens também sejam repassados ao site da Diocese de Jataí.

Sexta (21)


A parte da manhã foi de dedicada a reunião: com movimentos, visita às comunidades da área urbana da paróquia (Bom Jesus, Nossa Senhora Aparecida e São Sebastião) e ao comércio local. A sexta teve também como atividades a conferência de registros paroquiais, celebração de missa, reza com o grupo São José e finalização com jantar.

Sábado (22)

Pela manhã, dom Majella se reuniu com a Pastoral da Catequese e com os Coroinhas. À tarde, se encontro com a turma de Crisma. Durante o diálogo com os crismando, o bispo apresentou alguns relatos sobre jovens que crismaram e não vivenciaram a fé. “Não basta colocar a camisa, é preciso vestir a camisa", afirmou.

“Ele falou muito sobre os valores que a igreja passa e que às vezes os crismandos não conseguem ter e ao mesmo tempo não querem”, mencionou Letícia Araújo de Souza, de 16 anos, que está na segunda etapa do Crisma. E acrescentou: “O bispo também tocou na questão das escolhas, que Deus nos deu o livre arbítrio, e que a gente pode escolher o que a gente quer e o que a gente não quer".
 
Em visita à sede da Pastoral da Criança, ao ver o bispo, as crianças se entusiasmaram e correram o seu encontro. Dom Majella cumprimentou, conversou e cantou com elas. A coordenadora da pastoral, Divina Maria, mostrou as instalações da sede e relatou que a construção foi possível por meio de doações e campanhas comunitárias.

Em seguida o bispo foi para as capelas São Sebastião e Nossa Senhora Aparecida celebrar missas. Depois, ainda, participou de uma reunião do Sistema Integral de Nova Evangelização (Sine), que começou a ser implantado na paróquia Santa Rita dos Impossíveis no ano passado.

Domingo (23)

Dia de muita chuva, dia do Senhor. A programação iniciou com a santa missa às 7h e o batismo do pequeno Vitor. Às 9h dom Majella também celebrou na capela Divino Pai Eterno (Agrovila), zona rural de Santa Rita do Araguaia).


Mesmo em meio ao temporal algumas estavam no local. No decorrer da missa outros fiéis chegaram. Enediney Acácio Vieira, o Dinin, coordenador do Conselho Paroquial Econômico (Copae), se sentiu tocado por ver a emoção daquelas pessoas, que nao se importaram com a chuva.

De volta à zona urbana, o bispo celebrou mais uma missa e deu o sacramento do Crisma à estudante de Direito Sâmera Alves Oliveira. "O momento da confirmação significou um enorme passo para um melhor aprendizado, baseando-se nos ensinamentos me foram passados. Foi muito emocionante. Desde o começo do dia até o momento da confirmação não me restou dúvida que era isso que eu queria", disse ela, que participa do processo de reflexão sobre a Campanha da Fraternidade deste ano, que discute o tráfico humano.

Ao final da missa na matriz, à noite, a comunidade preparou uma confraternização e houve apresentações do Ministério de Dança da RCC. A integrante do grupo, Bianca Freitas Oliveira, contou foi emocionante dançar para a comunidade e para o bispo: "É uma maneira diferente e alegre de Evangelizar, porque mostra para os jovens as faces da igreja".

Últimas palavras

O pároco Humberto de Freitas Vieira comparou a visita do bispo ao trabalho de um pastor que veio cuidar de suas ovelhas. "Estávamos caminhando com fé, mas nossa fé ainda era desanimada. Com a presença dele (bispo), que é a presença do próprio Cristo no meio de nós, nossa fé foi reanimada", resumiu.



Você pode ver mais fotos na nossa página, no facebook: https://www.facebook.com/pascom.santarita.12

sexta-feira, 7 de março de 2014

Jejuar é não envergonhar-se da carne de Cristo...

...É dividir o pão com os esfomeados, tratar os doentes e idosos – o Papa em Santa Marta

 
‘Eu envergonho-me da carne do meu irmão ou da minha irmã?’ – esta a principal pergunta feita pelo Papa Francisco na Missa em Santa Marta nesta sexta-feira. O cristianismo – afirmou o Santo Padre – não é uma regra sem alma; um prontuário de observações formais para gente com o coração vazio de caridade.

O cristianismo é a própria carne de Cristo que se inclina sem envergonhar-se sobre quem sofre. Tomando a Palavra do Evangelho do dia, proposta por S. Mateus, o Papa Francisco refere-se ao facto dos discípulos de Jesus não jejuarem e serem criticados pelos fariseus que, por sua vez, jejuavam muito. Tinham transformado os Mandamentos numa ética, numa formalidade – observou o Santo Padre:

Receber do Senhor o amor de um Pai, receber do Senhor a identidade de um povo e depois transforma-la numa ética é recusar aquele dom de amor. Esta gente hipócrita são pessoas boas, fazem tudo aquilo que se deve fazer. Parecem boas!

Segundo o Papa Francisco já o profeta Isaías na Primeira Leitura tinha deixado claro qual fosse o jejum na visão de Deus: ‘libertar os que foram presos injustamente, (…) pôr em liberdade os oprimidos, quebrar toda a espécie de opressão, repartir o teu pão com os esfomeados, dar abrigo aos infelizes sem casa’.


E o jejum mais difícil apresentou-o Jesus na Parábola do Bom Samaritano – referiu o Papa – ter a capacidade de se inclinar sobre o homem ferido. E não esqueçamos que o sacerdote passa, olha mas não pára, se calhar com medo de contaminar-se – afirmou o Papa Francisco:

Aquele é o jejum que quer o Senhor! Jejum que se preocupa da vida do irmão, que não se envergonha da carne do irmão – di-lo o próprio Isaías. A nossa perfeição, a nossa santidade vai para a frente com o nosso povo, no qual nós somos eleitos e inseridos.

O nosso maior ato de santidade está na carne do irmão e na carne de Jesus Cristo. O ato de santidade hoje, nosso, aqui no altar, não é um jejum hipócrita: é não envergonharmo-nos da carne de Cristo que vem hoje aqui! É o mistério do Corpo e do Sangue de Cristo. É ir dividir o pão com o esfomeado, tratar os doentes, os idosos, aqueles que não podem dar-nos nada em troca: aquilo é não envergonhar-se da carne!”

Quando eu dou a esmola, deixo cair a moeda sem tocar a mão? E se por acaso a toco, faço assim, de repente? Quando eu dou uma esmola olho nos olhos o meu irmão ou irmã? Quando eu sei que uma pessoa está doente vou visitá-la? Cumprimento-a com ternura?

Há um sinal que talvez nos ajudará, é uma pergunta: sei acariciar os doentes, os idosos, as crianças, ou perdi o sentido da carícia? Estes hipócritas não sabiam acariciar! Tinham-se esquecido… Não envergonhar-se da carne do nosso irmão: é a nossa carne! Como nós fazemos com este irmão e com esta irmã, seremos julgados.”

Vatican  Information

Entrevista com Padre Humberto, comemorando um ano de Santa Rita!

Balanço sobre a caminhada

Por João José Alencar – da Pascom

Depois da quarta missa realizada num intenso domingo e de uma conversa com alguns fiéis que buscavam orientações, padre Humberto de Freitas Vieira, de 39 anos, deu uma entrevista sobre sua trajetória eclesial e o que foi feito em 2013, primeiro ano em que esteve à frente da paróquia Santa Rita dos Impossíveis. Confira o “bate-bola” logo abaixo.
 

Foto: Rodrigo Oliveira
PASCOM – Padre Humberto, conte-nos como iniciou a sua caminhada dentro da igreja.
PADRE HUMBERTO – Desde pequeno sempre tive essa vontade, tinha muito o exemplo do meu pai, que faleceu quando tinha seis anos de idade, mas deixou a lembrança de um homem de bem, sempre participando das coisas da igreja. Então, aos 15 anos de idade, influenciado por um colega, comecei a frequentar encontros vocacionais. Aos 16 anos já estava em um Seminário Menor na cidade de Santa Helena de Goiás. Logo depois, no Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília (Nossa Senhora de Fátima), fiz durante sete anos os meus estudos em Teologia e Filosofia. Um ano depois, como solicitava a igreja, realizei o estágio em Quirinópolis, diocese de Jataí (GO), sendo seis meses como seminarista e seis meses como diácono.

PASCOM – Depois desse período de preparação, como foi sua vida como religioso?

PADRE HUMBERTO – Ao ser ordenado padre, foram quatro anos sendo vigário paroquial na paróquia São Sebastião (Capela Nossa Senhora de Fátima), em Jataí. Depois fui designado para ser pároco em Itajá, onde residi por dois anos e também atendia aos municípios de Aporé e Lagoa Santa. Continuei a minha missão em Mineiros, na paróquia Divino Espírito Santo, como vigário pastoral, e também sendo pároco em Portelândia (paróquia Nossa Senhora das Graças).


 
PASCOM – Como ocorreu sua vinda para Santa Rita do Araguaia?

PADRE HUMBERTO – Tinha sido transferido para a cidade de Jataí, e quando cheguei com a mudança recebi o chamado para assumir a paróquia Santa Rita dos Impossíveis. Nesse mês de fevereiro se completo um ano junto a essa comunidade acolhedora.

PASCOM – Como o senhor avaliaria o primeiro ano à frente da paróquia Santa Rita dos Impossíveis?

PADRE HUMBERTO – A orientação que temos é que o primeiro ano seja de observação, pois a comunidade já tem uma caminhada. Depois dessa observação é que vamos aparando as arestas, identificando os problemas e vendo o que dá certo.
 
Mas nesse inicio de trabalhos junto à comunidade conseguimos implantar a Pastoral da Comunicação (Pascom), fizemos a assembleia paroquial e criamos o Conselho Pastoral Paroquial (CPP). Além disso, iniciamos a implantação do Sistema Integrado de Nova Evangelização (Sine).

PASCOM – E quais são os planos para o futuro?

PADRE HUMBERTO – Inicialmente, apresentar a nossa realidade para o bispo e depois retomar as decisões da assembleia e colocar em prática o que já foi decidido pelo conselho. Pretendo dar continuidade ao trabalho desenvolvido, tendo como prioridade articular a Pastoral do Dízimo.

“Quaresma, tempo de recolhimento para oração”

Na Quarta-feira de Cinzas, 5, a Igreja Católica iniciou o período da Quaresma, considerado um tempo de conversão. O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, explica que a  Quaresma é oportunidade para intensificar a oração pessoal, em família e na comunidade.

“É um tempo muito precioso, quando podemos entrar no mistério da dor e o sofrimento de Jesus. Podemos ver a profundidade da nossa participação na vida, na morte e ressurreição do Cristo”, afirma.

De acordo com o bispo, o tempo Quaresmal é um período de recolhimento para a oração. “Assim a comunidade pode participar intensamente da morte e ressurreição de Jesus. E desse recolhimento desabrocha a esperança, vem vida nova e um sentido novo para todo o universo. A vida e a morte de Jesus perpassou toda a obra da criação. Nós nos recolhemos para viver essa grandeza”, acrescenta.

Ir ao encontro 

Relembrando as palavras do papa Francisco, que tem incentivado a Cultura do Encontro, dom Leonardo deseja que as dioceses e paróquias do Brasil estejam atentas aos mais necessitados neste período quaresmal.
 
“Em nossas comunidades existem pastorais que cuidam das pessoas que sofrem e realmente precisam de ajuda, como os doentes, os pobres, as crianças, os idosos. Nós queremos estar presentes onde existe o sofrimento humano, isso é a caridade”, ressalta o secretário geral da CNBB.  

Dom Leonardo recorda também o pensamento de Bento XVI, ao se referir à caridade como o “amor em movimento”.  “É sair de nós mesmos e irmos ao encontro das pessoas que precisam de nós. O mais bonito é que aos sairmos, nós recebemos”, acrescenta.

Dignidade humana

A Campanha da Fraternidade (CF), que este ano aborda o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1), pode auxiliar no itinerário de libertação pessoal, comunitária e social, proposto para ser feito na Quaresma.
 
“Os exercícios quaresmais do jejum, da oração e da esmola abrem silenciosamente toda a nossa pessoa para o encontro com Aquele que é a plenitude da vida, com Aquele que é a luz e a vida de toda pessoa que vem a este mundo”, disse dom Leonardo.

Realizada durante os quarenta dias da Quaresma, a CF 2014 tem como objetivo identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana. “A verdade liberta, pois traz à luz o sentido da grandeza, da beleza, da dignidade da pessoa humana. Ser filho, filha de Deus é a verdade que liberta, torna livres, deixa viver na liberdade”, fala dom Leonardo.

Ainda conforme o bispo, “a Campanha da Fraternidade, ao trazer à luz um verdadeiro drama humano deseja despertar a sensibilidade de todas as pessoas de boa vontade”.

A abertura da CF 2014 aconteceu na Quarta-feira de Cinzas. No dia 13 de abril, Domingo de Ramos, ocorrerá a Coleta Nacional da Solidariedade, em todas as paróquias do Brasil. 

CNBB

quarta-feira, 5 de março de 2014

Papa Francisco envia mensagem para a Campanha da Fraternidade

Por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2014, que aborda o tema "Fraternidade e Tráfico Humano" e o lema "É para a liberdade que Cristo nos libertou",  o papa Francisco enviou mensagem aos bispos da CNBB e  a todos os fiéis das dioceses, paróquias e comunidades do Brasil. No texto, o papa afirma que o tráfico de pessoas é uma “uma chaga social”.

 
“Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano!”, destacou Francisco. 

Ao final da mensagem, Francisco concedeu bênção apostólica a todos os brasileiros desejando uma Quaresma de vida nova em Cristo.

Confira a íntegra da mensagem:
 
Queridos brasileiros,
 
Sempre lembrado do coração grande e da acolhida calorosa com que me estenderam os braços na visita de fins de julho passado, peço agora licença para ser companheiro em seu caminho quaresmal, que se inicia no dia 5 de março, falando-lhes da Campanha da Fraternidade que lhes recordo a vitória da Páscoa:
 
“É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gal 5,1). Com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, Jesus Cristo libertou a humanidade das amarras da morte e do pecado. Durante os próximos quarenta dias, procuraremos conscientizar-nos mais e mais da misericórdia infinita que Deus usou para conosco e logo nos pediu para fazê-la transbordar para os outros, sobretudo aqueles que mais sofrem: “Estás livre! Vai e ajuda os teus irmãos a serem livres!”.
 
Neste sentido, visando mobilizar os cristãos e pessoas de boa vontade da sociedade brasileira para uma chaga social qual é o tráfico de seres humanos, os nossos irmãos bispos do Brasil lhes propõe este ano o tema “Fraternidade e Tráfico Humano”.
 
Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano!
 
“A este nível, há necessidade de um profundo exame de consciência: de fato, quantas vezes toleramos que um ser humano seja considerado como um objeto, exposto para vender um produto ou para satisfazer desejos imorais? A pessoa humana não se deveria vender e comprar como uma mercadoria.
 
Quem a usa e explora, mesmo indiretamente, torna-se cúmplice desta prepotência” (Discurso aos novos Embaixadores, 12/XII/2013). Se, depois, descemos ao nível familiar e entramos em casa, quantas vezes aí reina a prepotência!
 
Pais que escravizam os filhos, filhos que escravizam os pais; esposos que, esquecidos de seu chamado para o dom, se exploram como se fossem um produto descartável, que se usa e se joga fora; idosos sem lugar, crianças e adolescentes sem voz. Quantos ataques aos valores basilares do tecido familiar e da própria convivência social!
 
Sim, há necessidade de um profundo exame de consciência. Como se pode anunciar a alegria da Páscoa, sem se solidarizar com aqueles cuja liberdade aqui na terra é negada?
 
Queridos brasileiros, tenhamos a certeza: Eu só ofendo a dignidade humana do outro, porque antes vendi a minha. A troco de quê? De poder, de fama, de bens materiais... E isso – pasmem! A troco da minha dignidade de filho e filha de Deus, resgatada a preço do sangue de Cristo na Cruz e garantida pelo Espírito Santo que clama dentro de nós: “Abbá, Pai!” (cf. Gal 4,6).
 
A dignidade humana é igual em todo o ser humano: quando piso-a no outro, estou pisando a minha. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou!
 
No ano passado, quando estive junto de vocês afirmei que o povo brasileiro dava uma grande lição de solidariedade; certo disso, faço votos de que os cristãos e as pessoas de boa vontade possam comprometer-se para que mais nenhum homem ou mulher, jovem ou criança, seja vítima do tráfico humano!
 
E a base mais eficaz para restabelecer a dignidade humana é anunciar o Evangelho de Cristo nos campos e nas cidades, pois Jesus quer derramar por todo o lado vida em abundância (cf. Evangelii gaudium, 75).
 
Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo sobre todos os brasileiros, para que a vida nova em Cristo lhes alcance, na mais perfeita liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8, 21), despertando em cada coração sentimentos de ternura e compaixão por seu irmão e irmã necessitados de liberdade, enquanto de bom grado lhes envio uma propiciadora Bênção Apostólica.
 
Vaticano, 25 de fevereiro de 2014.
 
Francisco
 

Abertura da Campanha da Fraternidade 2014

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez a abertura oficial da Campanha da Fraternidade de 2014 nesta Quarta-feira de Cinzas, dia 5 de março, em sua sede em Brasília.

Este ano, a campanha aborda o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). O evento está sendo transmitido, ao vivo, pelas emissoras de inspiração católica.

Em todo o país, paróquias e dioceses programaram atividades para a quarta-feira de Cinzas, dia 5 de março.

Santa Rita também se prepara
Por Aline dos Anjos

"É para a Liberdade que Cristo nos Libertou!". Esse é o lema da Campanha da Fraternidade de 2014, que debate a existência do tráfico humano e as formas de combatê-lo. A primeira reunião na paróquia Santa Rita dos Impossíveis para repassar informações básicas quanto ao assunto ocorreu no sábado (dia 1º) e foi feita pela recém-crismada e estudante de Direito Sâmera Alves Oliveira, de 22 anos.

O encontro teve aproximadamente 20 pessoas entre líderes de pastorais, catequisandos e leigos da comunidade. Foram repassados os significados do cartaz da CF 2014: a mão de Deus que quebra a força do tráfico humano, do trabalho escravo, do tráfico de órgãos, do tráfico de mulheres para prostituição e do tráfico de crianças.

Os presentes tiveram uma participação satisfatória, demonstrando interesse no assunto e sugerindo ideias para ajudar pessoas que se encontram nessa situação. As informações repassadas por Sâmera foram adquiridas num curso de formação ocorrido em Rio Verde (GO) no ano passado.

A Campanha da Fraternidade começa na missa da Quarta-feira de Cinzas (dia 05) e se estende durante todo o ano. Os temas são definidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), organismo da igreja católica. O objetivo das campanhas são discutir assuntos atuais na sociedade e estimular o engajamento dos fiéis na promoção de uma sociedade mais justa e solidária.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Mensagem da 37ª Romaria da Terra



Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Uruguaiana (RS)

Em 04 de março, Terça-feira de Carnaval, o RS vive sua 37ª Romaria da Terra, desta vez no Vicariato de Guaíba – Arquidiocese de Porto Alegre, com o tema: “Cultivar Vida Saudável”. O local do evento será o Assentamento Lagoa do Junco, em Tapes/RS. A romaria mobiliza a Igreja do RS e se tornou um compromisso permanente do Regional Sul 3 da CNBB.

É evento eclesial com repercussões para toda sociedade. Uma das suas curiosas características é a realização no dia do Carnaval, portanto, um Carnaval diferente que prenuncia a Campanha da Fraternidade, no espírito quaresmal, que faz caminhar para a Páscoa.

Vejamos algumas reflexões sobre esta romaria, segundo o Jornal VOZ DA TERRA (Publicação da Comissão Pastoral da Terra do RS, Ed. Novembro 2013, p. 10).

Com a preocupação de cultivar vida saudável, a temática tenta resgatar e valorizar o agricultor e a agricultora, os protagonistas da produção dos alimentos naturais de qualidade; alimentos saudáveis que não foram produzidos com venenos, mas na agricultura de agroecologia, termo proveniente da composição de palavras gregas [Agro (agros) = campo; eco (oikos) = casa; logia (logos) = estudo]. Portanto, AGROECOLOGIA é fazer agricultura, respeitando a grande casa, o planeta, os seus habitantes, ou seja, toda biodiversidade.

A prática agroecológica é antiga, mas na última metade do século passado a agricultura tornou-se mais artificial e com uso massivo de venenos. Nós conhecemos as consequências dessa prática para nossa saúde e todo ecossistema.

Queira Deus que a atual geração ainda possa ouvir frases como esta: “No tempo em que ainda se usava venenos para produzir alimentos...”. As Romarias da Terra são momentos privilegiados para caminhar com o povo que vive na terra e dela produz seu alimento saudável, assim como o de tantos outros.

Faz muito bem ouvir depoimentos sábios, como o da sra. Simone Pegoraro (Farroupilha): “A Romaria da Terra nos faz entender cada vez mais que é preciso cuidar da Terra e de toda a vida no planeta. A terra é bem mais do que apenas produtora de alimento. A terra é um espaço mínimo para o desenvolvimento da vida. É esse espaço de promoção e valorização da vida que a Romaria da Terra nos traz... Nosso trabalho na Terra é sermos as mãos, os pés, as palavras e as ações do amor, na preservação da natureza e no cuidado com o outro, fortalecendo a cultura do Bem Viver” (Jornal VOZ DA TERRA, o.c., 12).

Dom Alessandro Ruffinoni, bispo de Caxias do Sul, na preparação da última Romaria, assim se expressava: “As Romarias da Terra, aqui no Estado, sempre tiveram o objetivo de ser uma profecia que, de um lado, denunciam a desigualdade e injustiças que existem no campo e, de outro, propõem a solidariedade, a cooperação e um desenvolvimento sustentável em vista do bem comum ou bem viver” (Ibidem).

Em sintonia com a 37ª Romaria da Terra, concluímos com a oração proposta para a mesma:

“Senhor Deus da Vida, vós que criastes o firmamento, a água, a terra e tudo o que nela existe; Vós que criastes o homem e a mulher para cuidarem do jardim e da vida, inspirai-nos e ensinai-nos a cultivar uma vida saudável. Vós que viveis na perfeita Comunidade de amor, orientai nossas mentes, nossos corações e nossas famílias para o trabalho cooperativo, a fim de que a produção de alimentos seja fruto da união de esforços e de políticas públicas favoráveis. Fazei que todas as pessoas cuidem da terra e de todos os bens da natureza, saibam respeitar a terra na sua condição de produção saudável; Pela intercessão da Sagrada Família de Nazaré, inspirai quem cultiva a terra e conduza a todos nos caminhos do desenvolvimento sustentável e da justa distribuição dos bens da criação. Amém. Axé. Assim seja!”.
 
 

Divulgados ganhadores dos Prêmios de Comunicação da CNBB

Entre os mais de 50 trabalhos inscritos na edição 2014 dos Prêmios de Comunicação da CNBB, 15 obras foram selecionadas.


Na categoria em que participam, os veículos receberão os troféus Margarida de Prata para o cinema, Clara de Assis para a televisão, Dom Helder Câmara para a imprensa e Microfone de Prata para o rádio. A cerimônia de entrega dos prêmios será no dia 1º de maio, durante a 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP).

A assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, irmã Élide Fogolari, comenta que a qualidade dos trabalhos que concorreram aos prêmios superou as expectativas. De acordo com a religiosa, a premiação vem cumprindo seu papel de incentivar a comunicação à serviço da vida e a promoção dos valores cristãos.

“Ao anunciar os vencedores, queremos renovar nossos agradecimentos pela participação de todos. Nos chamou atenção, mais uma vez, a qualidade dos trabalhos inscritos, prova do quanto podemos contar com profissionais trabalhando sério por uma comunicação pautada nos valores humanos, cristãos e éticos, base de uma sociedade democrática e cidadã”, destacou.

Selecionados

As produções foram avaliadas por um júri constituído por profissionais e pesquisadores nas respectivas áreas. Os trabalhos escolhidos tratam de temas atuais como a pobreza, juventude, fé, questões sociais, povos indígenas, tráfico de pessoas, entre outros.

Em carta enviada aos participantes, assinada pelo arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão, dom Dimas Lara Barbosa, a CNBB agradeceu a todos que enviaram suas produções, motivando para que os veículos prossigam no compromisso com a comunicação cidadã.

Confira os ganhadores

1. Margarida de Prata – a) Revelando Sebastião Salgado, documentário de Betse de Paula; b) Por uma questão de justiça, os advogados contra ditadura, documentário de longa-metragem de Sílvio Tendler; c) Rio de Fé: um encontro com Papa Francisco, documentário de longa-metragem de Carlos José Fontes Diegues; d) Às claras, menção honrosa, de Evandro Lima Rodrigues e e) Remoção, menção honrosa, de Mariana Campos da Silva.

2. Clara de Assis – a) reportagem Visita do Papa Francisco ao Brasil, de Luiz Petry e Equipe, da TV Rede Globo b) O documentário Nossa Senhora Aparecida, de Luís Otávio da Silva, da TV Canção Nova e c) documentário Populações Vulneráveis, de Solange Calmon, da TV Senado.

3. Dom Helder Câmara de Imprensa – a) a reportagem História de um refúgio, do jornalista Fernando Geronazzo de Souza, publicado na Revista Família Cristã; b) reportagem Excluídos – Quilombolas / Indígenas / Ciganos, dos jornalistas Maristela Crispim, Fernando Maia, Iracema Sales e Melquíades Júnior, do Jornal Diário do Nordeste e c) reportagem Especial – Jornada Mundial da Juventude, da jornalista Júlia Fátima de Jesus Cruz, do Jornal da PUC-Rio.

4. Microfone de Prata – a) categoria entretenimento, Programa - Faixa Neojiba, da Rádio Vida FM, Arquidiocese de Salvador - b) categoria jornalismo, Jornal Primeira Hora Rádio, da rádio Rio Mar da Arquidiocese de Manaus; c) categoria religioso, - Sala Franciscana, da Rádio 9 de Julho, da Arquidiocese de São Paulo, d) menção honrosa, Bíblia Deus com a Gente, da Paulinas Rádio

Reconhecimento

Completando 46 anos, o prêmio Margarida de Prata é um dos mais antigos. Foi criado em 1967 e já premiou mais de 100 filmes brasileiros entre longas e curtas-metragens e menções especiais. Para o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e crítico de cinema, Miguel Pereira, os trabalhos selecionados na edição deste ano "têm em comum um olhar generoso sobre os homens e as crenças". 

CNBB

“Hora da Família” propõe reflexão sobre a espiritualidade

A Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB apresenta a edição 2014 do subsídio “Hora da Família”, que já está disponível para aquisição. Com uma proposta moderna e explicativa, o material é organizado em duas partes, sendo sete encontros de reflexão sobre a família e dez celebrações como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Avós, Aniversário de Casamento, Família Cidadã e Eleições, e ainda uma celebração especial para a Copa do Mundo 2014.

O subsídio apresenta reflexão sobre temas familiares para a Semana Nacional da Família que, este ano, será de 10 a 16 de agosto. É possível encontrar no livreto roteiros de orações, cantos, o calendário da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, contatos dos casais responsáveis pela pastoral nos regionais, instruções sobre associação de famílias e a organização da própria Comissão Vida e Família da CNBB.

O tema central deste ano é “A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo” que propõe a prática espiritual do casal e em família. Para o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, dom João Carlos Petrini, o tema proposto quer ajudar as famílias a viverem a espiritualidade.
 
De acordo com o bispo, “são gestos de espiritualidade que podem fazer a grande diferença na convivência dos esposos, no crescimento dos filhos na fé, na renovação da alegria pelo amor que se renova no dia a dia pelo dom da graça de Deus”.

Encontros

São sugeridos para os sete encontros temas como comunhão e fidelidade, a religiosidade e piedade, eucaristia dominical, família de Nazaré, desafios da espiritualidade e a família como lugar da espiritualidade cristã. O subsídio destaca ainda a realização da 3º Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família convocada pelo papa Francisco, que ocorrerá de 9 a 15 de outubro, no Vaticano.

O assessor nacional da Comissão para a Vida e a Família, padre Wladimir Porreca, comenta a importância do tema deste ano. “A prática da espiritualidade cristã é uma graça, um recurso precioso, que colabora para que a família torne-se cada vez mais um lugar cujo amor fecunda o seu reino e onde se vivem as maiores exigências da fé fiel, da esperança gratuita e do amor doação e acolhimento”, explica.

Como adquirir

O subsídio “Hora da Família” é distribuído pela Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar - SECREN, e está disponível em algumas livrarias católicas. Encomendas podem ser feitas pelo telefone (61) 3443-2900, ou pelo e-mail vendas@cnpf.org e site: www.cnpf.org.br