sábado, 25 de janeiro de 2014

O tráfico de pessoas é o segundo negócio clandestino mais lucrativo no mundo

São as denúncias de representantes de organizações da Igreja

ACI/EWTN Noticias.- Representantes de diversas organizações da Igreja se reuniram em Madri (Espanha) para estudar e encontrar novas formas de lutar contra o tráfico de pessoas –o segundo negócio clandestino mais lucrativo do mundo-, especialmente contra os relacionados com a exploração sexual e o trabalho escravo.

Trata-se de um encontro que se realiza a cada dois anos e ao qual assistem as associações filiadas ao COATNET, Christian Organizations Against Trafficking in Human Beings, quer dizer, Rede de Organizações Cristãs contra o Tráfico de Seres Humanos, que é organizado pela Cáritas Espanhola junto com a Cáritas Internationalis e na qual atualmente estão participando mais de 60 peritos de 33 países.

 
Segundo dados do Escritório do Defensor do Povo, na Espanha o tráfico de pessoas com fins de exploração sexual gera cinco milhões de euros diários.

Por isso, José Luis Pinilla, secretário de Migrações da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), explicou que o tráfico de pessoas deve enfrentar-se desde várias frentes que incluem o país de origem, os países de trânsito e os países de destino, onde estas pessoas terminam forçadas a realizar diversas atividades contra sua vontade.

Frente a esta realidade, indicou, "a Igreja espanhola se moveu segundo o método do ver, julgar e atuar". Entretanto, alertou sobre a falta de normas migratórias adequadas à evolução do fenômeno que permitam combater o tráfico de pessoas, o segundo negócio clandestino mais lucrativo depois do tráfico de armas e acima do tráfico de drogas.

"O tráfico nos dói porque essas pessoas são consideradas como recursos, como coisas ou objetos que se pode trocar, vender ou comprar", assinalou por sua parte Francesca Petriliggieri, perita da Cáritas Espanha.

Segundo Petriliggieri, é muito difícil especificar o número aproximado de pessoas submetidas a este tipo de escravidão. Entretanto, disse que o perfil das mulheres às quais prestam ajuda e que têm graves indícios de estar sob exploração sexual é de mulheres com idade entre 20 e 35 anos e procedentes do Brasil, Nigéria e Romênia.

Um dos pontos principais deste encontro foi a apresentação da “Guia didática sobre o tráfico de mulheres e meninas com fins de exploração sexual”, com a qual se pretende a sensibilização dos alunos de educação secundária para este tema. Além disso, também anima os cidadãos a denunciar situações de possível tráfico de pessoas frente a qualquer suspeita, já que conforme afirmaram, "pode haver gente escrava perto de nós".

Papa Francisco aos juízes:

Por trás de cada causa há pessoas que esperam justiça

ACI - “O vosso ministério, queridos juízes e membros do Tribunal da Rota Romana, é um serviço peculiar a Deus Amor. Sois essencialmente pastores. Enquanto desempenhais o trabalho judiciário, não esqueçais que sois pastores! Por detrás de cada juízo, de cada causa, existem pessoas que aguardam justiça”, assim se dirigiu o Papa Francisco aos juízes do Tribunal Apostólico da Rota Romana.

Recordou-lhes que “a dimensão jurídica e a dimensão pastoral do ministério eclesiástico não estão em contraposição porque ambas concorrem à realização dos fins e da unidade de ação próprias da Igreja”.

“A atividade judiciária eclesiástica, que se configura como serviço à verdade na justiça tem efetivamente uma conotação profundamente pastoral porque está finalizada a conseguir o bem dos fiéis e a edificação da comunidade cristã. Além disso, queridos juízes, mediante seu ministério específico, contribuem com competência a fazer frente às temáticas pastorais emergentes”.

Continuando, o Santo Padre traçou um breve perfil do juiz eclesiástico do ponto de vista humano, judiciário e pastoral. No primeiro caso, requer-se do juiz “uma maturidade que se manifeste na serenidade de julgamento e o distanciamento de pontos de vista pessoais. Também faz parte dessa maturidade a capacidade de impregnar-se na mentalidade e nas aspirações legítimas da comunidade onde desempenha seus serviços”.

No aspecto judiciário, além dos requisitos da doutrina jurídica e teológica, no exercício do seu ministério, o juiz deve caracterizar-se pela “perícia no direito, a objetividade de juízo e a equidade, julgando de maneira imperturbável e imparcial. Além disso, na sua atividade, deve guiar-se pela intenção de tutelar a verdade, no respeito da lei, sem ignorar a delicadeza e a humanidade próprias do pastor de almas”.

Por último, o perfil pastoral, já que “enquanto expressão da solicitude pastoral do Papa e dos Bispos, requer-se do juiz não só competência, mas também autêntico espírito de serviço. É o servidor da justiça, chamado a tratar e a julgar a condição dos fiéis que, com confiança, dirigem-se a ele, imitando o Bom Pastor que cuida da ovelha ferida”.

“Por isso está animado pela caridade pastoral. Essa caridade que Deus derramou nos nossos corações -concluiu o Santo Padre- (...) e constitui também a alma da função do juiz eclesiástico”.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações

O Pontifício Conselho para as Comunicações divulgou hoje, 23, a mensagem do papa Francisco para o 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a ser celebrado em 1º de julho. O texto traz como tema “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”.

 
O papa reconhece a importância dos meios de comunicação e novas mídias sociais digitais. " Podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana”, afirma.
 
Porém, faz um alerta para que as redes não sejam usadas para o isolamento social. “O próprio mundo dos mass media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas”, acrescenta o papa.

Confira a íntegra do texto:

 
Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais
48º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
 
Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro
1 de Junho de 2014
Mensagem do Santo Padre Francisco
 

Queridos irmãos e irmãs, Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas.

Em nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas econômicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.

Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros.

Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros.

Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.

No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos.

O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído. Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar.

Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições.

Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimônio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.

Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba– isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ).

Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro.

Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade». Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não vêem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual.

Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real. Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro.

Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas.

A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais. Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira.

E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efetiva e afetivamente, alcançar. Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos.

Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração.

O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros«através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (Bento XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte.

O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas. Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria.

A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital.

É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus.

Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.

FRANCISCUS

 

Curso propõe caminhos para a liturgia no Brasil

Prosseguirá, até o dia 24, o Curso de Atualização em Liturgia promovido pelo Centro Dom Clemente Isnard em parceria com o Centro Universitário Salesiano, campus Pio XI.

O evento é realizado em São Paulo (SP) e conta com a participação de um grupo de 14 pessoas que representam os estados do Amazonas, Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na oportunidade, o encontro tem refletido sobre os 50 anos de renovação litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II.

O curso tem uma longa trajetória, além de ser tradição no processo de construção de um saber teológico-litúrgico, na partilha e na busca de caminhos para a liturgia no Brasil, à luz da renovação proposta pelo Concílio Vaticano II. Conforme as orientações da Comissão para a Liturgia da CNBB e do magistério da Igreja, busca dar especial atenção aos trabalhos na América Latina.

O Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard tem contribuído com a formação litúrgica no Brasil, por meio de cursos e publicações. O Centro promove também Semanas de Liturgia, sempre no mês de outubro e curso de especialização em liturgia (lato sensu).

CNBB

Eu quero te amar para sempre!

Milhares de namorados se reunirão com o papa Francisco na festa de São Valentim



Zenit.org - Tempos difíceis para os jovens! No terceiro milênio, eles vivem uma época em que a família sofre um ataque sem precedentes.

Ouve-se falar cada vez mais de divórcios-relâmpago, de uniões civis, de coabitação, de casamentos temporários... Felizmente, nem tudo é apenas isso. Para muitos jovens, vem chegando um evento importante: o encontro do papa Francisco com os namorados, no dia 14 de fevereiro, festa de São Valentim, na Sala Paulo VI do Vaticano. Grande parte dos países celebra nessa data o dia dos namorados, equivalente ao 12 de junho no Brasil.

O encontro, organizado pelo Conselho Pontifício para a Família, terá um belo tema: "A alegria do sim para sempre", alegria que, nos últimos anos, parece ameaçada por uma triste não-cultura da impermanência e do não-compromisso.

Até as palavras "namorado" e "namorada" estão ameaçadas de extinção. Hoje se diz, simplesmente, que "estamos juntos". É verdade que duas pessoas que se amam “estão juntas”. Mas a expressão esconde um engano: ela exclui a perspectiva de futuro. É uma expressão fria, anônima, insignificante, que resume a falta de planejamento de certas relações de hoje.

Nos últimos anos, difundiu-se a “moda” de coabitar, que raramente leva os jovens até o casamento. O casal vaga durante anos num limbo sem rumo, recusando-se a assumir e formalizar a própria responsabilidade. Há pessoas que dizem: "Estamos bem assim, não precisamos de casamento. O importante é o amor".

Por trás de afirmações como esta, esconde-se, muitas vezes, uma amargura profunda, mascarada pela mentira do "estamos bem". Em muitos casos, nas uniões “de facto”, há uma pessoa que gostaria de se casar e outra que nem quer ouvir falar em casamento. A pessoa que quer se casar sofre com esta situação passivamente, por hábito ou por medo de acabar sozinha. E o “amor” se transforma em chantagem, em ditadura esquálida.

O amor verdadeiro é outra coisa. Amar significa, sem nenhuma dúvida, comprometer-se.

Significa também, e acima de tudo, ser capaz de ver o outro como um ser humano, não como um objeto a ser usado e jogado fora quando não servir mais.

O desejo de amar e ser amado nasce frequentemente para preencher um vazio ou para satisfazer as próprias necessidades. Mas depois, na hora do comprometimento, do sacrifício pessoal, começam os problemas. Há uma tendência a fugir, a não assumir a responsabilidade.

No encontro com os jovens da Umbria, em 4 de outubro de 2013, o papa Francisco disse: "O que é o casamento? É uma verdadeira vocação, como o sacerdócio e a vida religiosa. Dois cristãos que se casam reconhecem na sua história de amor o chamado de Deus, a vocação para formar, a partir de dois, o masculino e o feminino, uma só carne, uma só vida. E o sacramento do matrimônio envolve esse amor com a graça de Deus, enraizada no próprio Deus. Com este presente, com a certeza deste chamado, pode-se começar com segurança, sem medo de nada, enfrentando tudo juntos!".

Neste dia de São Valentim, milhares de jovens se reunirão em Roma para testemunhar a "alegria do sim para sempre", que está enraizada no coração de cada um deles.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Ninguém se salva sozinho - Papa na audiência geral de hoje

A dimensão comunitária é parte integrante da vida cristã.

Prosseguindo, na audiência geral desta quarta-feira, a catequese iniciada na semana passada sobre o Batismo, o Papa Francisco sublinhou desta vez a dimensão comunitária da vida cristã, que não é mera "moldura" ou ornamento, mas sim parte integrante. "Ninguém se salva sozinho". Este o resumo em língua portuguesa da catequese desenvolvida inicialmente em italiano:

"O batismo faz de nós membros do Corpo de Cristo e do Povo de Deus. Como de geração em geração se transmite a vida, também de geração em geração, através da fonte batismal, se transmite a graça e, com esta graça, o Povo cristão caminha no tempo como um rio que irriga a terra e espalha pelo mundo a Bênção de Deus. A fé cristã nasce e vive na Igreja.

Somos comunidade de crentes e, na comunidade, experimentamos a beleza de partilhar a experiência de um amor que precede a nós todos, mas, ao mesmo tempo, pede para sermos, uns para os outros, “canais” da graça, apesar das nossas limitações e pecados.

Ninguém se salva sozinho. A dimensão comunitária não é uma espécie de moldura, mas parte integrante da vida cristã, do testemunho e da evangelização. Temos um exemplo disso na comunidade cristã do Japão: no início do século dezessete, abateu-se sobre ela a perseguição, vendo-se então privada de sacerdotes e forçada a viver na clandestinidade. Quando dois séculos e meio depois, voltou a gozar de liberdade, aquela Igreja local apareceu formada por milhares de cristãos; eles tinham mantido, mesmo em segredo, um forte espírito comunitário, porque o batismo lhes tinha feito um só corpo em Cristo."

Aos peregrinos lusófonos presentes, Papa Francisco dirigiu-lhes uma especial saudação (em italiano, logo traduzida em português):

"Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, presentes nesta Audiência, especialmente aos grupos vindos do Brasil. Queridos amigos, todos os batizados estão chamados a ser discípulos missionários, vivendo e transmitindo a comunhão com Deus. Em todas as circunstâncias, procurai oferecer um testemunho alegre da vossa fé. Que Deus vos abençoe!"

Rádio Vaticana

Pastoral dos Surdos elege nova coordenação para o Brasil

O tema “Fé – dom e serviço na Igreja e para a sociedade” motivou as atividades do 16º Encontro Nacional da Pastoral dos Surdos (ENAPAS) e o 6º Encontro Nacional dos Intérpretes Católicos (ENCICAT). Os eventos foram realizados de 7 a 11 de janeiro, na arquidiocese de Porto Alegre (RS).

Na ocasião, foi eleita a nova equipe que coordenará as comunidades de 2014 a 2016, a partir de uma reestruturação nacional. O bispo de Apucarana e referencial da Pastoral dos Surdos, dom Celso Antonio Marchiori, acompanhou os trabalhos do encontro. No Brasil, as comunidades dos surdos estão presentes em 15 regionais. A abertura contou com a presença do arcebispo de Porto Alegre (RS), dom Jaime Splengler e do secretário executivo do Regional Sul 3, padre Agostinho Sauthier.

Na missa de encerramento foram instituídos os novos membros da coordenação nacional, são eles: bispo referencial, dom Celso Antonio Marchiori; assessor, Cesar Bacchim – Rio de Janeiro (RJ); coordenadora Nacional da Pastoral dos Surdos, Ana Paula Gomes Lara – Porto Alegre (RS); vice coordenadora, Darlene Nunes – São Paulo (SP); assessor eclesiástico da Pastoral, padre Cleyton Garcia - Anápolis (GO); coordenador nacional dos Intérpretes Católicos, Marcelo Santana - Belo Horizonte (MG); vice coordenadora, Cássia Sousa – Brasília (DF); assessor eclesiástico dos Intérpretes, padre Agnaldo Carmo – Belo Horizonte (MG); secretário executivo, Jurandir Junior - Olinda (PE); 2º secretário, Álvaro da Silva Ferreira – Caruaru (PE).

Ao final, foi divulgado que  a sede do próximo encontro nacional será em Belo Horizonte, de 12 a 16 de janeiro de 2016.

CNBB

Divulgadas a sede do 14ª Intereclesial e a carta final ao povo de Deus

O próximo Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) será realizado na arquidiocese de Londrina (PR), em 2017. O anúncio foi feito hoje, 11, ao final da 13ª edição do evento, que ocorre em Juazeiro do Norte, diocese de Crato (CE), desde o dia 7 de janeiro.

 
Foi divulgada também a carta final do 13º Intereclesial das CEBs ao povo de Deus. “O Cariri, ‘coração alegre e forte do Nordeste’, se tornou a ‘casa’ onde se encontraram a fé profunda do povo romeiro, nascida do testemunho do padre Ibiapina e do padre Cícero, da beata Maria Madalena do Espírito Santo Araújo e do beato Zé Lourenço, com a fé encarnada do povo das CEBs nascida do grito profético por justiça e da utopia do Reino”, afirmam os romeiros, no documento final, a respeito da cidade que sediou o encontro, Juazeiro do Norte.

No texto, os delegados das CEBs ressaltam também a carta enviada pelo papa Francisco, por ocasião do Intereclesial. “Romeiros e romeiras sempre voltam para seu chão, repletos de fé e esperança. Nós também voltamos como romeiros e romeiras grávidos da utopia do Reino que é das CEBs.
 
Voltamos para nosso chão, com uma mensagem do papa Francisco, bispo de Roma e Primaz na Unidade. Dele recebemos reconhecimento, encorajamento, convite a continuarmos com pisada firme a caminhada de sermos Igreja Romeira da justiça e profecia a serviço da vida”, acrescentam.

O 13º Intereclesial das CEBs reuniu mais de cinco mil pessoas. Segundo dados divulgados pela organização do evento, participaram do encontro 4.036 delegados dos 18 regionais da CNBB.
 
Também estiveram presentes 72 bispos, 232 padres e 145 religiosos (as), bem como 75 lideranças indígenas, 20 representantes de igrejas cristãs e 35 de outras religiões, 36 estrangeiros e 68 membros da coordenação ampliada, além de membros das equipes que prestaram serviço e visitantes.

Para ler a carta final da CEBs na íntegra, acesse o site da CNBB: http://www.cnbb.org.br/comissoes-episcopais/laicato/setor-cebs/13469-2014-01-11-18-31-52


Articuladores permanecem reunidos para Encontro Latino-americano e Caribenho

Após a realização do 13º Intereclesial, articuladores das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) continuam na cidade de Juazeiro do Norte, diocese de Crato (CE), para participar do Encontro de Articulação Latino-americana e Caribenha das Comunidades. O evento teve início ontem, 13, e prosseguirá até sexta-feira, 17. Estão presentes representantes do Brasil, Honduras, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Peru, Paraguai, Colômbia, Haiti, República Dominicana, Argentina e Nicarágua, bem como das Filipinas e Áustria.

Segundo a religiosa mexicana, irmã Socorro Martinez, membro da equipe de Articulação Continental, o objetivo da reunião é “fazer uma leitura da realidade social e eclesial para vislumbrar as temáticas, problemáticas e estratégias na caminhada das CEBs”.

Ao visitar o grupo, o bispo da diocese de Crato, dom Fernando Panico, ressaltou que a realização do Intereclesial está se expandindo para toda a América Latina. “Nos enche de alegria e esperança. Que este trabalho dê seus frutos hoje, amanhã e depois”, disse.

CNBB

Juventude Camponesa de todo o Brasil participa de Congresso, em Recife

A Pastoral da Juventude Rural promove, de 14 a 19 de janeiro, o 3º Congresso Nacional da Juventude Camponesa, com o tema “Terra, Pão e Dignidade – Na caminhada pela Terra Livre Brasil”. O evento reúne jovens de todo o Brasil, no Parque de Exposições do Cordeiro, em Recife (PE).

O Congresso tem como objetivos fortalecer a identidade cultural e dar visibilidade à juventude camponesa. Segundo o secretário nacional da Pastoral da Juventude Rural, Laércio Vieira, “os jovens vão viver uma semana rica em formação, com várias oficinas, mesas e debates sobre a questão do projeto popular para o Brasil”.

Também fazem parte da programação apresentações culturais e regionais de todas as regiões do Brasil. “Será um momento de grande comunhão”, afirma Laércio.

Durante o evento, serão debatidos temas como a conjuntura da realidade brasileira, questão agrária, agricultura familiar e produção agroecológica, Plebiscito Nacional de Reforma Política e Campanha Permanente contra os Agrotóxicos.

Dados

De acordo com o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 8 milhões de jovens rurais no Brasil. A maioria encontra-se na região Nordeste.

CNBB

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Carta do Papa Francisco aos futuros cardeais, que logo debaterão sobre a família

Cardinalato não é uma condecoração, mas um serviço

ACI/EWTN Noticias-  O Papa Francisco enviou uma carta aos futuros 19 cardeais que serão criados no Consistório de 22 de fevereiro, na que explicou que o Cardinalato não é uma promoção, nem uma honra nem uma condecoração; mas um serviço que exige engrandecer o coração.

Segue a carta enviada pelo Santo Padre aos futuros cardeais:

“Querido irmão,

No dia no que se faz pública sua eleição de formar parte do Colégio de Cardeais, envio-lhe uma cordial saudação, e lhe asseguro minha proximidade e minha oração. Espero que, ao formar parte da Igreja de Roma ‘vestido com as virtudes e os sentimentos do Senhor Jesus’ (cf. Rm 13,14 ), você possa me ajudar com fraterna eficácia no meu serviço à Igreja universal.

O cardinalato não significa uma promoção, nem uma honra, nenhuma condecoração; é simplesmente um serviço que exige ampliar a vista e aumentar o coração. E Apesar de parecer um paradoxo – continuou o Papa Francisco – este poder olhar para mais longe e amar mais universalmente com mais intensidade só pode ser adquirido se seguirmos o mesmo caminho do Senhor: o caminho da humilhação e da humildade, tornando-nos servidores (cf. Fl 2, 5-8).

Portanto, peço-te, por favor, que recebas esta designação com um coração simples e humilde. E, mesmo que tu o faças com júbilo e alegria, faz de modo que este sentimento esteja longe de qualquer expressão de mundanidade, de qualquer comemoração diferente do espírito evangélico de austeridade, sobriedade e pobreza.

Adeus e até o próximo 20 de fevereiro, quando começaremos os dois dias de reflexão sobre a família. Fico à sua disposição e, por favor, peço-lhe que reze e peça que rezem por mim.

Que Jesus o abençoe e a Virgem Santa o proteja".


Primeiro consistório de Francisco debaterá o tema da família

Durante o anúncio dos novos cardeais, no domingo, 12, o papa Francisco disse que reunirá o Colégio Cardinalício para debater o tema da família. O consistório está marcado para o dia 22 de fevereiro, no Vaticano, data em que se celebra a Festa da Cátedra de São Pedro. Na cerimônia, os nomeados receberão o título, o capelo e o anel.

Este será o primeiro consistório de Francisco com a presença dos novos cardeais. A última convocação para a criação de cardeais foi em novembro de 2012, pelo papa emérito Bento XVI.

“Rezemos pelos novos cardeais a fim de que, revestidos da virtude e do sentimento do Senhor Jesus, o Bom Pastor, possam ajudar cada vez mais eficazmente o bispo de Roma no seu serviço à Igreja Universal", disse o papa Francisco aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

Evangelização da família

Nos dias anteriores ao Consistório, 20 e 21 de fevereiro, o papa com todos os cardeais irão refletir sobre a realidade da família. A iniciativa de Francisco antecede os trabalhos do Sínodo dos Bispos que será realizado de 5 a 19 de outubro, durante o qual serão abordados os desafios pastorais da família, no contexto da evangelização.

No ano passado, o papa enviou às paróquias de todo o mundo o “Documento Preparatório” do próximo sínodo com 35 questões sobre a família, esperando contar com as contribuições das comunidades.

Papa criará 19 novos cardeais, entre eles um brasileiro

Dom Orani Tempesta será criado cardeal em fevereiro 

ACI/EWTN Noticias- O Papa Francisco anunciou hoje, no final da oração do Ângelus diante da multidão de fiéis e peregrinos congregados na Praça de São Pedro, a criação de 19 novos Cardeais no dia 22 de fevereiro deste ano.

 
Os novos Cardeais pertencem a 12 nações diferentes de todo o mundo. Anteriormente, nos dias 20 e 21 de fevereiro, o Santo Padre sustentará um consistório junto a todos os cardeais, para refletir sobre a família.

São eles: o Secretário de estado do Vaticano, Dom Pietro Parolin; o Secretário do Sínodo dos Bispos, Dom Lorenzo Baldisseri (ex-Núncio Apostólico para o Brasil); o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Müller e o Prefeito da Congregação para o Clero, Dom Beniamino Stella.

Também serão criados Cardeais o Arcebispo de Westminster (Reino Unidos), Dom Vincent Nichols; o Arcebispo de Managua (Nicarágua), Dom Leopoldo José Brenes Solórzano; o Arcebispo de Québec (Canadá), Dom Gérald Cyprien Lacroix; o Arcebispo de Abidjan (Costa do Marfim), Dom Jean-Pierre Kutwa e o Arcebispo de Rio do Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

 
"Em minha indignidade tenho certeza que a graça de Deus não me faltará para poder bem servir a Igreja nessa dimensão universal que é a dimensão do cardinalato. Peço a todos que continuem rezando por mim para que possa continuar servindo à Deus, à Igreja, como tenho servido até hoje, mas agora com essa responsabilidade maior, que se une as que já desenvolvo", disse dom Orani em entrevista ao site da arquidiocese do Rio de Janeiro.

Francisco criará Cardeal também seu sucessor na Arquidiocese de Buenos Aires (Argentina), Dom Mario Aurelio Poli; o Arcebispo da Perugia-Città della Pieve (Itália), Dom Gualtiero Bassetti; o Arcebispo de Seul (Coréia), Dom Andrew Yeom Soo Jung; o Arcebispo do Santiago de Chile (Chile), Dom Ricardo Ezzati Andrello; o Arcebispo de Ouagadougou (Burkina Faso). Dom Philippe Nakellentuba Ouédraogo; o Arcebispo de Cotabato (Filipinas), Dom Orlando B. Quevedo e o Bispo de Cavez (Haiti), Dom Chibly Langlois.

Entre os novos Cardeais se encontram três Arcebispos eméritos, que são Dom Loris Francesco Capovilla, Dom Fernando Sebastián Aguilar e Dom Kelvin Edward Felix.

Fonte: ACI digital e CNBB/Arquidiocese Rio de Janeiro

CNBB manifesta congratulações a Dom Orani

A CNBB, em mensagem assinada pelo secretário geral, dom Leonardo Ulrich Steiner, manifesta suas congratulações ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, pela nomeação cardinalícia, anunciada hoje, 12, pelo papa Francisco após a oração mariana do Angelus. Segue, na íntegra, a mensagem.

Congratulações a dom Orani João Tempesta

“Eis o meu servo: nele se compraz minh"alma” (Is 42,1).

É com imensa satisfação que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB recebe o anúncio da nomeação cardinalícia de dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, feito pelo papa Francisco, hoje, 12. Congratulamo-nos com dom Orani, que exerce com solicitude apostólica o seu ministério episcopal. O consistório será realizado no dia 22 de fevereiro deste ano.

Dom Orani é religioso da Ordem Cistenciense. Foi ordenado presbítero em 7 de dezembro de 1974 e ordenado bispo da diocese de São José do Rio Preto (SP) em 26 de fevereiro de 1997.  Em 13 de outubro de 2004 foi nomeado arcebispo de Belém (PA) e em 27 de fevereiro de 2009, arcebispo do Rio de Janeiro.

Na CNBB, foi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social por dois mandatos, permanecendo na função de 2003 a 2011. Também foi membro do Conselho Episcopal Pastoral, do Conselho Permanente e do Conselho Econômico da Conferência dos Bispos.

Em julho deste ano, a arquidiocese do Rio de Janeiro foi anfitriã da Jornada Mundial da Juventude. Dom Orani assumiu esse serviço com dedicação e generosidade, acolhendo o Santo Padre e milhares de peregrinos vindos de todas as partes do Brasil e do mundo.

“Com a alegria da Fé, somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n’Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação” (Documento de Aparecida, nº 103). A Dom Orani, asseguramos nossas orações e pedimos a Nossa Senhora Aparecida que o acompanhe na missão de servir à Igreja junto ao Santo Padre.

Agradecemos ao Papa Francisco pela nomeação de mais um cardeal brasileiro.

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

Igrejas promovem semana de oração pela unidade dos cristãos

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) lança um apelo a fim de que todas as 115 Igrejas que aderem à Conferência das Igrejas Europeias se unam à Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que, como todos os anos, se realiza de 18 a 25 de janeiro.

Vale lembrar que esta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada pela Igreja no Brasil entre as solenidades da Ascensão do Senhor e Pentecostes, portanto, este ano, entre os dias 1º e 8 de junho.

Lançado num comunicado, o apelo do Conselho Mundial de Igrejas propõe, nesse sentido, uma declaração de seu secretário-geral Guy Liagre. "Rezar juntos pela unidade da Igreja é o modo mais forte que as nossas Igrejas-membro têm para mostrar seu espírito ecumênico. Eis o motivo porque as convidamos a participar da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos."

"Cristo não pode estar dividido!": essa afirmação, extraída da I Carta do apóstolo Paulo aos Coríntios (1, 13), foi escolhida este ano como tema de meditação e reflexão para a Semana de oração.

O texto de preparação para esta Semana – conjuntamente publicado pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Ecumênico de Igrejas através da sua Comissão fé e constituição – foi redigido por um grupo de representantes de várias regiões do Canadá.

"Consideramos a afirmação categórica de Paulo 'Cristo não pode estar dividido!' um premente convite à oração e a um exame de consciência como cristãos individualmente considerados e em comunidade", diz o comunicado.

Fonte: Rádio Vaticana

50 anos de colaboração cultural com as Igrejas Ortodoxas

“Não hóspedes, mas irmãos entre irmãos”.

Assim o Papa saudou na manhã de sábado, 11 de Janeiro, clérigos e leigos provenientes de Igrejas ortodoxas e de Igrejas ortodoxas orientais, os quais estão a completar em Roma os estudos teológicos em instituições da Igreja Católica.
 
A audiência teve lugar no âmbito das celebrações do cinquentenário da instituição do Comité católico para a colaboração cultural com as Igrejas ortodoxas e com as Igrejas ortodoxas orientais.

Faz, portanto, 50 anos que, ainda antes da conclusão do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI instituiu uma Comissão Católica para a Colaboração Cultural com as Igrejas Ortodoxas e as Igrejas Ortodoxas Orientais – sob a responsabilidade do Conselho Pontifício para Promoção da Unidade dos Cristãos.

“O caminho de reconciliação e de renovada fraternidade entre as Igrejas, admiravelmente marcado pelo primeiro histórico encontro entre o Papa Paulo VI e o Patriarca ecuménico Atenágoras, tinha necessidade também de experiências de amizade e de partilha que nascessem do conhecimento recíproco entre expoentes das diversas Igrejas e em particular entre os jovens orientados para o sagrado ministério”.

Foi assim que, por iniciativa da Secção Oriental do então Secretariado para a promoção da unidade dos cristãos – explicou o Papa Francisco – surgiu esta Comissão, que ainda hoje, como já então, graças ao contributo de generosos benfeitores, distribuiu bolsas de estudo a clérigos e leigos, provenientes das Igrejas Ortodoxas e das Igrejas Ortodoxas Orientais, que desejam completar os seus estudos teológicos em instituições académicas da Igreja Católica e apoia outros projetos de colaboração ecuménica. O Santo Padre agradeceu a todos os benfeitores e aos membros da Comissão pelo seu precioso contributo.

Ao longo destes 50 anos, foram centenas os jovens ortodoxos que puderam realizar estudos superiores nas Universidades Pontifícias de Roma e não só. Neste momento são 50 estes bolseiros que frequentam Institutos Superiores da Igreja em Roma e cinco no Instituto Católico de Paris. A Comissão financiou diversos projetos de colaboração, sobretudo na Rússia, Grécia, Ucrânia, Bielorrússia e Líbano.

Fonte: Rádio Vaticana

Sínodo sobre a Família: dioceses preparam síntese do Questionário

Faltam poucos dias para que as dioceses em todo o mundo respondam ao Questionário sobre a família, enviado pelo Vaticano em outubro do ano passado, em preparação ao Sínodo Extraordinário de 2014. O prazo expira em 20 de janeiro.

No Brasil, a Diocese de Uberlândia (MG) realizou no sábado, 11 de janeiro, um mutirão para que fiéis leigos, religiosos, padres e diáconos respondam às 38 questões sobre o matrimônio, filhos, convivência, sexualidade e outros assuntos.

As contribuições das paróquias de todo o país serão entregues à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que produzirá um documento a ser enviado à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, no Vaticano.

Na Itália, as 226 dioceses entregaram suas respostas terça-feira passada. Os 38 quesitos foram discutidos nas paróquias, nos conselhos pastorais e nas coordenações das associações laicais.

Na Suíça, os fiéis puderam responder diretamente às perguntas, sem a intermediação de estruturas territoriais da Igreja. E as respostas superaram as expectativas: 23 mil questionários entregues.

Já a Associação das mulheres católicas (Katholische Frauengemeinschaft) na Alemanha pede à Conferência Episcopal Alemã que publique os resultados de todas as dioceses para a preparação ao Sínodo.

Na Guiné-Bissau, a Diocese de Bafatá já fez sua síntese na terça-feira. A comissão especial da Diocese se reuniu com o Bispo, Dom Pedro Zilli, na cidade de Buba. Na reunião, todos foram unânimes em dizer que, além de dar o seu contributo ao Sínodo, será a própria Diocese, com suas paróquias e missões, a beneficiar, pois valorizando o seu conteúdo, poderá atuar na pastoral familiar de modo muito mais incisivo e realístico.

Em 29 de dezembro passado, o Papa assim concluiu a sua oração no Angelus:

“Sagrada Família de Nazaré, que o próximo Sínodo dos Bispos possa despertar, em todos, a consciência do carácter sagrado e inviolável da família, a sua beleza no projeto de Deus”.

Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 11 de janeiro de 2014

Romeiros das CEBs enviam carta ao papa Francisco

Foi divulgada ontem, 10, a carta do 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) ao papa Francisco, na qual os romeiros agradecem a mensagem enviada pelo pontífice, por ocasião do evento. “Sua carta nos chegou como uma luz a iluminar o caminho, reacendendo em nós a esperança numa Igreja, Povo de Deus”, afirmam.

Os romeiros também manifestam gratidão a Francisco “por fazer do ministério papal uma profecia contra a economia da exclusão, que hoje domina o mundo e defender os migrantes e clandestinos pobres da África e de outros continentes”.

Segue, na íntegra, a carta enviada ao papa Francisco.

 

CARTA DO 13º INTERECLESIAL DAS CEBs AO PAPA FRANCISCO

Querido irmão, bispo de Roma e pastor primaz da unidade,

Papa Francisco,

 
Nós, cristãos e cristãs, leigos das comunidades eclesiais de base, agentes de pastoral, religiosos/as, diáconos, padres e bispos, assim como irmãos de Igrejas evangélicas e de outras tradições religiosas. Também tivemos conosco nesse encontro representantes de povos indígenas, quilombolas e ainda irmãos e irmãs, vindos de outros países da América Latina e Caribe, assim como de outros continentes.

Todos nós que participamos do 13º Encontro intereclesial das comunidades eclesiais de base queremos expressar ao senhor nosso agradecimento pela bela e profunda carta que nos enviou e foi lida no início desse encontro. Sua carta nos chegou como uma luz a iluminar o caminho, reacendendo em nós a esperança numa Igreja, Povo de Deus.

Aproveitamos a oportunidade para nos unir ao seu esforço por renovar as Igrejas da comunhão católico-romana, de acordo com a teologia e a espiritualidade do Concílio Vaticano II, relidas e atualizadas pelas necessidades do mundo atual e pela urgência de que nós, cristãos, escutemos “o que o Espírito diz hoje às Igrejas” (Cf. Ap 2, 7).

Percebemos que a maioria da humanidade acolhe com gratidão o seu testemunho de homem de profunda simplicidade e que se revela discípulo de Jesus na linha do evangelho.

Nós lhe agradecemos por fazer do ministério papal uma profecia contra a economia de exclusão, que hoje domina o mundo e defender os migrantes e clandestinos pobres da África e de outros continentes. Igualmente lhe agradecemos por reconhecer o papel da mulher na caminhada eclesial e esperamos que essa reflexão seja aprofundada.

 
Aqui em Juazeiro do Norte, CE, diocese de Crato, as comunidades eclesiais de base reafirmam sua vocação, no jeito de ser Igreja das primeiras comunidades e também no espírito das missões populares e das casas de caridade do Padre Ibiapina, do padre Cícero Romão Batista, do leigo José Lourenço, assim como de tantas mulheres santas como Maria Araújo, irmãos e irmãs que nos precederam nesse caminho de sermos Igreja dos pobres e com os pobres, cebs romeiras do campo e da cidade, na comunhão com a Mãe Terra e toda a natureza.

Aqui, acolhemos e nos solidarizamos com os povos indígenas, ameaçados no seu direito à posse de suas terras ancestrais e todos os dias vítimas de violência e até de assassinato. Também nos impressionou o relato de extermínio de jovens pobres e negros, em várias regiões do nosso país. E nos solidarizamos com a luta e resistência dos quilombolas e do povo lavrador, ameaçados pelos grandes projetos do Capitalismo depredador do ambiente e injusto para com a maioria da humanidade.

Entre suas palavras e gestos, algo que nos toca muito de perto é o fato do senhor se apresentar como bispo de Roma e primaz da unidade das Igrejas. Essa atitude básica permitirá retomar o reconhecimento que o Concílio Vaticano II fez da plena eclesialidade das Igrejas locais e encontrar a profunda verdade que esse nosso encontro quer expressar, ao se chamar “intereclesial” de Cebs: um encontro de igrejas locais, reunidas a partir das comunidades eclesiais de base e desse modo da Igreja ser. Conte conosco nesse caminho e que Deus o ilumine e o fortaleça sempre.

Despedimo-nos, nos comprometemos de sempre orar pelo senhor e por todas as suas intenções. Pedimos sua bênção apostólica e nos colocamos à sua disposição para vivermos juntos a justiça e a profecia a serviço da vida. Na festa do Batismo de Jesus de 2014.

Fonte e fotografia: Comunicação Intereclesial das CEBs